sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Beber cerveja faz bem ou mal à saúde?





Pela carência na divulgação no Brasil de pesquisas sobre os impactos da cerveja na saúde, crescemos ouvindo expressões do tipo "..cerveja dá barriga". Hoje temos acesso a alguns estudos e publicações apontando na direção oposta ao que escutávamos.
Naturalmente a cerveja é um repositor hidrolítico (repõe água) e eletrolítico (carrega íons metálicos através da agua). As vísceras do corpo precisam de água, com desidratação elas tendem a puxar água de outros locais do corpo, o cérebro pode ser afetado oferecendo inclusive riscos de acidentes.
Repositora de sais minerais, que nas celulas contribuem para combater a pressão osmótica, o uso regular de cerveja ajuda a preservar as células do envelhecimento. Essa ação eletrolítica depende do equilíbrio de sódio e potássio. A caimbra é um resultado desse desequilíbrio, e a cerveja é rica em potássio, contribuíndo para a saúde muscular.
Os fosfatos (que vem do malte) são importantes para as funções das células (e paredes celulares), no malte está na forma orgânica/inorgânica, na cerveja ele se apresenta na forma inorgânica, importante para a recomposição/multiplicação celular (fosfato de inositol com 8C), além da multiplicação celular está ligado às funções cerebrais (para memória). O peixe é rico em fosfato de inositol.
É rica em vitaminas, sobretudo do complexo B (proveniente da levedura), contribuem para o sistema respiratório das células. A levedura é a maior fonte de vitaminas do planeta, porém contém muita purina, prejudicial para as articulações (devido a formação de ácido úrico).
A cerveja possui poucas proteínas, mas devido ao baixo peso molecular (composta por pequenos polipeptídeos e aminoácidos) são metabolizados sem a necessidade de digestão. De acordo com a OMS a recomendação de ingestão diária de proteínas é de 1% do peso corporal, a maior parte não é assimilada pelo corpo.
As substâncias amargas do lúpulo contém propriedades medicinais, combate doenças respiratórias e possui efeito bacteriostático reconhecido a séculos (na idade média o lúpulo foi utilizado como o principal remédio contra a tuberculose), tem ainda grande ação sobre as bactérias grã-positivas, e por efeito é um aliado contra a gripe.
Através de substâncias do lúpulo (principalmente as iso-humulonas) a cerveja apresenta propriedades ansiolíticas (em épocas passadas era comum o uso de travesseiros preenchidos com flor de lúpulo para boas noites de sono). O álcool em doses moderadas e regulares proporciona um relaxamento do sistema vascular, contribuindo para o combate a pressão alta. À primeira instância, o álcool estimula a produção de serotonina, que também relaxa. Bebida com moderação, a cerveja acalma os ânimos, sendo reconhecida como lubrificante social.
Os carboidratos presentes na cerveja (que são açucares complexos), são liberados de forma gradativa na corrente sanguínea, evitando picos de açúcar no sangue.
O ácido úrico é o fator critico, um organismo tolera 300mg de ácido úrico por dia. Toda a proteína tem em seu metabolismo final a uréia, que é tóxica e o rim deve separar para ser eliminada. O consumo excessivo de proteína produz muita uréia, uma defesa do organismo é a produção de acido úrico. Este produz os uratos, que se acumulam nas articulações. O ácido úrico e a purina são provenientes das leveduras.
Quanto ao valor energético, a cerveja pode engordar ou não, pois é um complemento alimentar e não um alimento, a cerveja deve balancear os níveis nutricionais de um prato.
Há ainda a presença de polifenóis considerados antioxidantes e grandes combatentes de radicais lívres (causadores de envelhecimento), em relação aos polifenóis do vinho tinto a cerveja contém a metade da quantidade e do vinho branco contém o dobro, porém devido ao baixo peso molecular, os polifenóis da cerveja são melhor aproveitados. Conhecidos por propriedades anticarcinogênicas, anti-inflamatórias, antialérgica, inibidores da oxidação do LDL.
Os β-glucanos presentes na cerveja são importantes na prevenção de doenças cardíacas.
Efeitos Fisiológicos
Diurese – niveis favoráveis de K+(potássio)/Na+ (sódio), proporção 3:1.
Repositora eletrolítica e equilibrio hidrodinâmico do corpo
K – 300-600mg (20% da IDR)
Mg – 90-120mg (45% da IDR)
Fósforo – 300-700mg (45% da IDR)
Sódio – 20-110mg (teor baixo)

Quanto as propriedades estimulantes de apetite e de boa digestibilidade, vem do álcool, resinas do lúpulo, vitaminas e outras substâncias solúveis pré-digeridas, regula o pH do estômago e estimula o fluxo sanguineo pelo corpo, comumente utilizada como auxiliar para pessoas com dificuldade de alimentação.
 
Aspectos Nutricionais (para 1 litro de cerveja)
  • Água: 900-920 g
  • Álcool e outros compostos voláteis 35-40g
  • Sais minerais: cerca de 1.200 mg
  • Potássio: 300-600 mg (até 20% da IDR)
  • Magnésio: 90-120 mg (ou até 45% da IDR)
  • Fósforo: 300-700 mg (ou até 40% da IDR)
  • Sódio: 20-110 mg/l (baixo)
  • Contém cálcio e silício, importantes para formação dos ossos.
  • Carboidratos ~10-30g (dextrinas)
  • Ácido úrico e purinas 170mg
  • Valor energético 350 - 450 Kcal
 
 
       Vitaminas (% da IDR)
  • Biotina (vit H) 5%
  • Tiamina (vit B1) 5%
  • Riboflavina (vit B2) 20%
  • Piridoxina (vit B6) 25%
  • Ácido pantotenico 20%
  • Niacina (vit PP) 40-65%
  • Tracos de cianobalamina B12 e ácido fólico (B12 é importante para funções hepáticas).
 
Efeitos fisiológicos do Álcool
 
O álcool é absorvido pela cavidade bucal, esôfago e estômago, a maior parcela absorvido no intestino delgado.
Quando o fígado está sob o efeito do álcool ele pára com a síntese de vitaminas e aminoácidos, trabalha apenas para desalcolizar o sistema, transformando o álcool em acetaldeído, este (tóxico para o fígado) é o grande causador de problemas hepáticos, vômito e doenças. No caso da dor de cabeça, os alcoóis superiores são os piores, pois alguns não podem ser processados e a única cura é a hidratação através de água.
Segundo estudos, jovens, mulheres e asiáticos são mais sensíveis aos efeitos do álcool pois produzem menos álcool desidrogenase, gerando maior quantidade de álcool (sem a pré-digestão) no organismo.
No comportamento social tem efeitos nos niveis de 0,2%-0,8%, funções ansiolíticas e sedativas, a eliminação é de 0,15%/hora. Ou cerca de 7 a 11g/hora. Nas concentrações de 40g/l no sangue induz ao coma alcoólico.
O corpo produz álcool, uma pessoa que bebe moderadamente tem menor nível de álcool no organismo do que uma pessoa que não bebe. Estranho? Quem não está acostumado a metabolizar o álcool mantém ele no corpo por um tempo prolongado, o açúcar em excesso ou mesmo o cansaço produzem niveis maiores de álcool no sangue, pessoas diabéticas podem acusar álcool no teste do bafômetro.

O consumo abusivo de álcool tende:
  • A gerar gorduras localizadas;
  • Males de carência nutricional e perda de apepite;
  • Influi sobre diabetes tipo II, aumentando o efeito hipoalergênico e a dependência por insulina;
  • Diminui a taxa de glóbulos brancos, propensão a infecções;
  • Hepatopatias que conduzem a hepatite alcoólica e a cirrose;
  • Influi sobre sistema nervoso, com perturbações no caminhar, sentido de direção, perda de memória e capacidade de percepção;
  • Aumento de riscos de cancer do aparelho digestivo;
  • Influi sobre os sistemas hormonais, problemas comportamentais;
  • Influi na hiperúricoemia.
Uso moderado
  • Diminui a incidência de mortes por infarto;
  • Melhores níveis de pressão sanguínea;
  • Redução das inflamações do estômago e do intestino;
  • Menores riscos de mortalidade por câncer;
  • Melhor resistência a infecções;
  • Melhoria de estados ansiolíticos e depressivos;
  • Sedativo suave e estimulante de apetite;
  • Bons efeitos sobre a pele;
  • As vitaminas do complexo B atuam sobre o funcionamento de músculos, nervos e cérebro, metabolismo da gordura e manutenção de tecidos.

              Um abraço e Saúde!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Pouco tempo para Treinar!

Pouco tempo para treinar!

Corte já essa desculpa que não tem tempo para treinar!! Pesquisas recentes feita por cientistas do Canadá comprovam que treinos de alta intensidade e curta duração tiveram efeito positivo assim como os treinos mais longos.
O treino intervalado de alta intensidade em curto período envolve executar rápidos momentos de exercícios intensos com um pequeno intervalo entre eles. Os autores do estudo afirmam ainda que o resultado para indivíduos jovens e saudáveis se mostrou equivalente ao treinamento de resistência de longa duração.

O Método de treino usual das academias, é aquela série de adaptação, onde a maioria dos exercícios podem ser definidos como as famosas "3x15" e ainda aqueles 45 segundos para repouso entre as séries, que viram o conto do final de semana, ou do jantar da noite anterior.... Mas na maioria das vezes ele se torna maçante, pouco criativo e o aluno não cria um compromisso por falta de motivação.

Quem não tem muito tempo e quer perder peso, além de aliar a dieta saudavel e um treino com predominancia aerobia, pode e deve alternar a intensidade do treino, diminuindo as várias pausas para que a frequencia cardiaca não baixe tanto, intercalando "tiros" de exercícios. Assim, há um gasto energético maior e também a possibilidade de perder peso aumenta.

Esse tipo de treino de alta intensidade porém num menor periodo de treino também se mostrou eficiente em indivíduos com sobrepeso. A eficácia do treinamento intervalado, sobretudo, depende da escolha correta dos intervalos de repouso.

Benefícios:
- Melhora do Condicionamento cardio-respiratorio.
- Maior gasto energetico, mantendo uma média entre 65% a 85% da Frequencia Cardiaca.
- Mantendo o rítmo, não fica tão monótono e o treino passa mais rápido, fica mais divertido.
- Aumento na execução de tarefas, exigindo maior concentração do aluno.
- Diferentes estímulos para o músculo.
- Ideal para quem não pode passar 2 horas na academia.

Cuidados:
- Deve dosar bem a intensidade com o repouso
- Usar um frequencimetro
- O treino deve ser montado por um profissional, se adequando ao limite de cada aluno
- A execução dos movimentos não deve comprometer a estrutura do aluno, aumentando riscos de lesões. Peça ajuda a um profissional na elaboração de um treino diferente e eficiente. Chega de desculpa, e vamos treinar!!!

sábado, 19 de março de 2011

O que você realmente precisa

Quando alguém fala a palavra ''academia'', geralmente a primeira imagem que vem a nossa mente é a de um corpo ''sarado'', porém, as pessoas que não são atletas não precisam realmente ter um corpo absurdamente musculoso. Quando fazemos uma avaliação física descobrimos qual é o nosso percentual de gordura atual e qual deveria ser o nosso percentual de gordura ideal para sermos considerados ''saudáveis'', ou seja, sem risco de termos doenças relacionadas a falta de exercícios ou a obesidade. O IMC (Indice de Massa Corporal) determina de forma significativa para pessoas que não são atletas mais ou menos qual deveria ser o peso ideal delas. Podemos dizer aproximadamente que uma pessoa de 1,80 cm deveria pesar no máximo 80 kilos para ser saudável, não estamos levando em consideração o tipo físico nem o percentual de gordura mas é um parâmetro que funciona para muitas pessoas.
O tão desejado ''abdômen tanquinho'' não é necessário para quem não é atleta, o biceps com volume maior que 40 cm é exagerado para quem não precisa usá-lo em uma competição, entretanto existe uma ''distorção'' na imagem do que é um corpo realmente saudável. Se analizarmos fotos ou vídeos das décadas de 80, 90 e atual vamos perceber uma enorme diferença nos corpos da moda dessas épocas. Por exemplo nos anos 80 que foi a década onde tudo começou no mundo das academias o corpo da moda era um corpo bem magro e esguio, as mulheres mais desejadas dessa época não tinham seios e nem bumbuns grandes. Nos anos 90 os filmes de Silvester Stallone e Arnold Swarzenneguer incentivaram os homens a treinar pesado para ficarem com um corpo semelhante ao dos atores, as mulheres começaram a ficar um pouco mais fortes mas não tanto quanto nos dias de hoje onde a mulher da coxa grossa e do bumbum grande domina as baladas.
Como toda moda se modifica o corpo da moda nos dias de hoje é um corpo mais harmônico. Embora muita gente ainda seja verdadeiramente obsecada pelo abdômen tanquinho e pelo bumbum empinado vou sempre lembrar que essa vaidade estética ultrapassa o limite do considerado ''saudável'', a lei da gravidade é imperdoável e espero chegar na terceira idade da mesma forma que o senhor da foto acima. Vamos continuar treinando mas sem grande obsessão, o corpo das mulheres bonitas da televisão, rainhas de bateria e outras não é um corpo obtido apenas com ginástica, por trás de um treinamento realmente intenso existe um controle alimentar absurdo regado a suplementação e a tratamentos estéticos, não posso provar o que vou dizer agora por isso vou dizer que suspeito que algumas dessas mulheres tenham ingerido anabolizantes.
Venham para academia agora com outra mentalidade, pensem em adquirir um corpo harmônico ao invés de um ''corpo sarado'', um corpo que possue condicionamento físico equilibrado de uma forma geral, um coração forte e músculos resistentes e flexiveis com um percentual de gordura no nível adequado. Estou cada vez mais adquirindo uma mentalidade Wellness.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Programe-se focado em objetivos


Em Janeiro 30% talvez 40% dos alunos voltam a treinar, aparecem uma dezena de alunos novos com o objetivo de ficar com um ''corpão'' para pular o carnaval e dizemos que o ano só começa de verdade depois do carnaval onde a galera volta com tudo. Infelizmente poucas pessoas conseguem atingir suas metas e seus objetivos estéticos durante o ano e existem inúmeros fatores responsáveis por essas derrotas. Básicamente podemos dizer que existem 3 fatores responsáveis para conquista do corpo desejado são eles:
1) Uma alimentação balanceada.
2) Um programa de exercícios adequado.
3) Organização na vida pessoal e profissional.
Nos fatores 1 e 3 não me atrevo a dar dicas pois minha especialidade é o fator 2. Na teoria tudo é simples, porém, para as coisas darem certo precisamos de três ''Ds''; Desejo, Determinação e Disciplina.
Desejo: ''O quanto você quer realmente mudar''
Determinação: ''Ir até o fim do treino mesmo estando totalmente exausto, chegar ao limite''
Disciplina: ''Faça chuva, faça Sol, frio, calor se não estiver doente vamos treinar''
Vamos agora pensar nos possiveis objetivos.
1) Emagrecer;
2) Ganhar músculos;
3) Definir músculos;
A ciência do treinamento desportivo atualmente anda questionando algumas metodologias de preparação física, mas enquanto não é oferecido uma metodologia mais eficaz vamos seguir os conceitos vigentes.
1) Para emagrecer a combinação adequada de treinamento aeróbio e treinamento de força é a mais indicada. Podemos combinar esses treinamentos de diversas formas. Os métodos mais usados são Treinamento aeróbio moderado (caminhada na esteira) antes do treino de musculação ou da aula de Localizada e após o treino de força mais um treino na esteira. Treinamento de força primeiro e um treinamento aeróbio mais intenso como uma aula de Jump ou Aeróbica depois. A chave do sucesso é o equilibrio da frequência dos treinos dando a mesma importância para ambos por exemplo treinar musculação 3 vezes na semana e fazer aulas aeróbias de ginástica 3 vezes na semana.
2) Para ganhar músculos precisamos dar um pouco mais de foco no treinamento de força exemplo musculação 5 vezes na semana e aulas aeróbias 3 vezes no máximo.
3) Para definição muscular a alimentação gera 80% do resultado mas voltamos para o método do equilibrio, porém, ambos os treinos devem se intensos.
Importante lembrar que a avaliação física antes de iniciar qualquer programa de exercícios te dará um ponto inicial de treinamento, a reavalição irá indicar o que melhorou, o que não melhorou e o que é preciso melhorar. O professor pode te ajudar a programar sua rotina de exercícios mas sem os três ''Ds'' você não chegará a lugar nenhum.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Step

                       A aula de ginástica mais fantásticas de todos os tempos.

 

 
Sua criadora a americana Gim Miller transformou uma sessão de fisioterapia em uma aula de ginástica. Explicando melhor, Gim fazia fisioterapia para se recuperar de uma lesão no joelho e o exercício era subir e descer de um degrau de uma escada por alguns minutos, ela se chateou com o tratamento acabou colocando uma música de fundo para animar e foi criando novas formas de subir e descer desse degrau, nascia a aula de Step.

 
A aula foi lançada mundialmente em 1990 e chegou ao Brasil nesse mesmo ano. A melhor professora de Step do Brasil na opinião de muitos professores incluindo eu se chama Cida Conti, depois dela podemos destacar os professores Andrea Vidal, Carol Macário, Alessandra Cersóssimo, Saturno e outros. Fora do Brasil tem dois brasileiros que se destacam bastante que são Gil Lopes e Marco Vilhegas que trabalham respectivamente na Itália e na Alemanha.

 

 
No nosso mercado brasileiro as aulas de step tem menor procura do que outras aulas na maioria das academias, isto ocorre porque hoje em dia com a evolução do fitness professores e alunos estão mais ''preguiçosos'', ou seja, é muito trabalhoso montar uma aula de step e montar o processo pedagógico da mesma, por outro lado o aluno tem que estar concentrado do começo ao fim da aula para conseguir aprender as coreografias. Entretanto ''esse é o grande barato da aula'', você treina sem perceber que esta treinando pois esta focado em aprender a coreografia, quando ela acaba é só curtir a sua vitória, para quem gosta de ''quebra cabeças'' é a aula perfeita. Podemos chamar de ''heróis'' os professores que hoje em dia lutam para manter as aulas de step vivas no Brasil, na Europa de acordo com relatos de colegas o Step ainda é uma das aulas mais procuradas nas academias. Faço parte dessa corrente ''Step Forever'' e luto com todas as forças para não permitir o extermínio dessa tão maravilhosa aula. Curtam um pouco o trabalho de grandes mestres dessa modalidade.